10 formas de melhorar a qualidade do esperma naturalmente

“A infertilidade masculina é cada vez mais frequente e, em cerca de 44% dos casos, não é identificada uma causa específica (infertilidade idiopática). O seu desenvolvimento resulta da combinação de vários fatores, incluindo o estilo de vida, obesidade, alimentação, fatores genéticos e exposição ambiental. Embora nem todos possam ser modificados, a evidência científica mostra que […]

10 formas de melhorar a qualidade do esperma naturalmente


A infertilidade masculina é cada vez mais frequente e, em cerca de 44% dos casos, não é identificada uma causa específica (infertilidade idiopática). O seu desenvolvimento resulta da combinação de vários fatores, incluindo o estilo de vida, obesidade, alimentação, fatores genéticos e exposição ambiental. Embora nem todos possam ser modificados, a evidência científica mostra que mudanças no estilo de vida, como hábitos saudáveis, podem melhorar a qualidade do esperma e aumentar o potencial reprodutivo masculino.

Como melhorar a qualidade do esperma

Deixar de fumar, incluindo cigarros eletrónicos, melhora a qualidade dos espermatozoides, com benefícios visíveis após cerca de 3 a 6 meses, sendo uma das formas mais eficazes para melhorar a fertilidade masculina.

Manter um peso saudável. O excesso de peso prejudica a produção e a qualidade dos espermatozoides, sendo que mesmo uma perda de peso moderada pode melhorar vários destes parâmetros.

Adotar uma dieta mediterrânica, rica em fruta, vegetais, leguminosas, cereais integrais, azeite e peixe, privilegiando uma alimentação equilibrada, em detrimento de alimentos ultraprocessados e de suplementos sem aconselhamento médico. Os seus benefícios verificam-se independentemente da idade ou do índice de massa corporal.

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Praticar exercício físico regularmente, ajudando a controlar o peso, equilibrar as hormonas, reduzir o stress e melhorar o metabolismo, fatores que influenciam a produção de espermatozoides. É de nota que exercício excessivo ou muito prolongado pode ter o efeito contrário.

Limitar o consumo de álcool, pois o consumo excessivo e prolongado pode provocar alterações hormonais, diminuir a produção de testosterona e aumentar os danos no ADN dos espermatozoides. O consumo ocasional não tenha demonstrado um impacto significativo na fertilidade.

  Mariana Belchior e Bruno Barauna da Ferticentro assinam este artigo de opinião© Ferticentro  

Cuidar da saúde mental. O stress, a ansiedade e a depressão podem alterar a produção hormonal e comprometer qualidade do sémen. Manter uma rotina equilibrada e procurar apoio psicológico, quando necessário, pode ajudar a preservar a saúde reprodutiva.

Evitar calor excessivo nos testículos, que funcionam naturalmente a cerca de 1 a 2 °C abaixo da temperatura corporal. Evite banhos muito quentes, saunas, jacuzzis, computador portátil ao colo durante longos períodos e roupa interior demasiado apertada.

Reduzir exposição a toxinas ambientais, como pesticidas, metais pesados e alguns produtos químicos, que podem causar alterações hormonais, stress oxidativo e danos no ADN dos espermatozoides. Utilize equipamento de proteção e prefira recipientes de vidro ou cerâmica para aquecer alimentos.

Evitar drogas recreativas e o uso desnecessário de hormonas. A cannabis, os opioides e os esteroides anabolizantes, podem interromper a produção de espermatozoides, sendo a recuperação frequentemente lenta e incompleta. Consulte o seu médico antes de interromper ou alterar qualquer medicação, especialmente se estiver a planear uma gravidez.

Manter uma boa rotina de sono. Dormir 7 a 9 horas por noite e manter horários regulares pode beneficiar a saúde reprodutiva. A privação crónica de sono está associada a alterações da qualidade do esperma e da função sexual, especialmente em trabalhadores por turnos e homens com perturbações do sono, como a apneia do sono.

Embora nem todos os fatores que influenciam a fertilidade masculina possam ser controlados, a adoção de um estilo de vida saudável pode melhorar a qualidade do esperma e aumentar as probabilidades de uma gravidez. Se estiver a tentar engravidar há mais de um ano (ou seis meses se a parceira tiver 35 anos ou mais), procure aconselhamento médico para uma avaliação adequada.”

Um artigo de opinião assinado por Maria Gabriela Vintimilla, estudante de doutoramento da Universidade Católica Portuguesa, em conjunto com Patrícia Oliveira-Silva, diretora do Human Neurobehavioral Laboratory e docente da Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa.

Notícias ao Minuto | 10:46 – 13/08/2026



Fonte: Notícias ao Minuto

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